Quando chega o período eleitoral é comum que as pessoas passem a ter a impressão que disputa entre os candidatos se assemelhe a uma batalha, onde cada agremiação partidária compõe um exército. É muito comum que o clima de disputa extrapole os limites da racionalidade e passe a ser motivado pelas paixões. Esse estágio passional de mobilização popular pode em certos momentos provocar conflitos sérios como, brigas, ameaças, discussões, hostilidades, entre eleitores, ou entre os próprios candidatos. O ideal é manter o equilíbrio é perceber que o debate político pode ser um momento fundamental para o crescimento da coletividade e a ampliação da cidadania.

 

Onde há democracia, está nas mãos do povo a decisão de mudança ou permanência.
Políticos que durante décadas acumularam poder e riqueza, podem ver seu domínio político se reduzir ao pó, pela força do povo. Nesse momento, que sempre foi bruto fica frágil. 

 

A democracia é uma das maiores conquistas da civilização humana. Não é a toa que sua gênese se deu em Atenas, o berço da filosofia, e onde surgiram as bases mundo ocidental como: a liberdade de pensamento, a liberdade de expressão, a liberdade de escolha que se tornaram os pilares dos direitos fundamentas do homem.

Sempre tento entender o que pode estar motivando as pessoas a sair de suas residências e segurar a bandeira de uma agremiação política. As motivações são diversas, e vão desde convicções ideológicas, interesses pessoais, questões de foro íntimo, até mesmo o prazer de torcer e ver a sua agremiação política vencer. Gritar de alegria por obter a vitória é algo extraordinário! A perspectiva de vitória tende a reforçar as fileiras da agremiação que demonstra força, pois o desejo de sucesso faz parte da natureza humana.

Democracia uma invenção grega

Mas é importante entender com profundidade o que é a democracia.

Em primeiro lugar a democracia é uma forma de governo em que o poder emana do povo, e traz em sua essência um mecanismo essencial para evitar conflitos. A democracia não impõe a unanimidade. Pelo contrário, pressupõe que a unanimidade é impossível, ou seja, jamais o governante eleito tem aceitação unânime de todos, logo, aquele que é eleito terá aceitação apenas de uma parte do todo, mas deverá governar para a coletividade, ou seja, para todos.

Qual a grande virtude desse mecanismo de escolha? A grande virtude da DEMOCRACIA é saber que nem sempre quem você escolheu para votar, vencerá, e mesmo assim, você deverá respeitar e acatar o resultado. Essa é questão chave da boa convivência do mundo civilizado.  

Mas o grande "barato" da Democracia é ser uma grande festa popular, momento em que cada indivíduo pode se expressar, participar, opinar, convencer, vibrar, se emocionar, etc. O Resultado deve ser sempre a vitória da coletividade. Logo, não há necessariamente derrotados, mas sim vencedores. Trata-se de uma festa que se dá, no mínimo, em par!

Parte do mundo não conhece a democracia. Há alguns países em que os governos se impõem pela força e pelo medo. Nessas nações o povo ainda não teve a oportunidade de conhecer a emoção e alegria de participar de uma festa popular. Viva a democracia!