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Resumo

Simão Dias é um município sergipano com uma forte tradição política. Desde sua emancipação a disputa pelo comando local sempre ocorreu de forma acirrada. Na fase oligárquica  que vai de 1890 até 1930, o município sempre foi governado por grandes latifundiários. A partir de 1930, começa a ocorrer mudanças na estrutura política, mas o poder de chefes locais ainda se mantém forte e atuante. Após o período em que o município foi governado por interventores nomeados pelo governo estadual, retoma o processo eleitoral em 1935, onde Marcos Ferreira de Jesus é eleito prefeito. Com o golpe de estado de 1937, os prefeitos passam a serem nomeados. A fase de nomeação dos prefeitos termina em 1947, quando ocorrem novas eleições, onde é eleito Sebastião Celso de Carvalho. Este foi eleito sem que houvesse uma chapa de oposição.

Começava então a carreira política de Celso de Carvalho, que viria a se tomar governador do Estado de Sergipe após o golpe de 1964. Celso é o último representante oligárquico da política simãodiense.

Em 1951, surgia como político Pedro Almeida Valadares. Figura popular tornou-se rapidamente um político influente e conhecido. Exerceu dois mandatos de vereador e, em 1959, foi eleito prefeito municipal com um mandato que durou até 1963. Posteriormente tomou-se Deputado Estadual. Faleceu em 1965, ainda em mandato legislativo.

Pedro Valadares foi o maior representante da política populista em Simão Dias. Tinha um estilo próprio de fazer política. Apesar de ter surgido em meio aos grupos de latifundiários, tomou-se uma liderança fortíssima devido ao trabalho assistencialista voltado para as camadas pobres da população. Com ele, começa o processo de degradação dos grupos políticos comandados por latifundiários.

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